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Estudante do Câmpus Joinville vence concurso literário PDF Imprimir E-mail
Seg, 17 de Dezembro de 2018 10:34

Com a poesia Entropia, o estudante Erik Luiz da Silva, do 7º módulo do curso técnico integrado em Eletroeletrônica do Câmpus Joinville, conquistou o primeiro lugar no Concurso Literário de Letras
- categoria Poesia, realizado pelo curso de Letras da Univille. O concurso, destinado a alunos do ensino médio, premiou os três primeiros colocados das categorias Poesia e Narrativas Curtas.


Na obra feita especialmente para o concurso, Erik usou a metalinguística para falar sobre poesia e sua visão, como ser humano, neste espaço. O título, segundo ele, tem a ver com as obras de Fernando Pessoa e Hermann Hesse, que estava lendo na época, e os estudos de física, disciplina em que é monitor. "É Entropia porque todas as coisas tendem ao caos", explica.


Nesta relação, uma das poucas coisas que o estudante não tem dúvidas é sobre a harmonia entre as ciências exatas e a arte. "A parte de física, química e biologia ajuda a tratar os problemas que a filosofia traz e a sensibilidade ajuda a tratar problemas que a tecnologia traz e a entender porque algumas coisas são deixadas de lado e outras recebem tanto investimento, por exemplo. A sensibilidade traz criticidade para a ciência e tecnologia, que é obrigatória nesta área", enfatiza.


Leitor assíduo, Erik credita sua paixão pela escrita ao amor pelos livros. "Acho que a partir do momento que leio, faço uma relação com o que estou passando ou sentindo. Isso me ajuda a ver que outros já passaram pelas mesmas coisas e a entender o que sentiram. Assim, tiro meu próprio ponto de vista sobre o que estou passando."


Este é o segundo concurso em que Erik participa, ambos com sucesso. No ano passado, ele foi premiado no Concurso Literário Carlos Adauto Vieira, realizado pela Academia Joinvilense de Letras. "O concurso é um teste para pôr à prova se tenho um pouco de talento que valha a pena ser compartilhado", diz o estudante, que tem muitas poesias escritas aguardando a realização do sonho de ser escritor.


Agora, confira a poesia de Erik:


Entropia

Minha natureza é selvagem e invisível
Não se trata de algo compreensível, pois não é
É o que é.
Se fosse outra coisa, seu nome não seria esse
Não é algo mundano, se fosse
teria parte nisto tudo
Logo me defino como ser pensante
e não caibo na poesia.


A poesia é abstrata e visível aos olhos
Não se trata de algo a ser pensado
É o que é.
Se fosse concreta, teria acertado um muro cheio de parnasianismo perfeito
e assim acordado
talvez acordado, tivesse parte nisto.


Mas ah! Como penso
E ao pensar não enxergo
Ao pensar não sou natural
Minha natureza não é mundana
é corrente filosófica, mais antiga que Platão


Se ao menos fosse como a música
Teria alguma importância
Por que não posso ter a imponência musical, que o mundo exige?
Por que ao pensar não me torno simples como o som de uma viola?


Ao olhar o que penso
Penso em nada
Vejo como não tenho calçado o que é pedido
Que a vida não cabe a mim, como deveria
Que a entropia natural do universo
É ineficaz em mim


- Um momento senhor, um momento
É tudo que peço para que descubra a verdade do universo


Talvez descobrindo a verdade do universo, descubra singularidade de tua pluralidade única
Talvez a verdade dos homens esteja nas entrelinhas
Da natureza?
Oh! Doce criatura,
não há utopia que revele.


Por Liane Dani | Jornalista do IFSC

 

 

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